Não podemos nos tornar colecionadores de nomes. Se desejarmos avançar sobre o Desconhecido, conhecendo-o mais e mais, então precisamos saber que nos tornamos sujeitos a muitas e incríveis armadilhas, e a primeira delas é esta: a ilusão de que já conhecemos o Desconhecido, só porque arranjamos para Ele uma nova palavra, ou algum novo conceito da moda.
Várias suposições, definições, razões foram escritas para se tentar definir o que é sentimento, já até disseram que é uma função biológica. Como se o sentimento pudesse ser colocado numa mesa de laboratório para ser dissecado como uma cobaia e depois criar procedimentos, regras, bulas, para divulgar o isso é bom para sentir, isso não é bom de sentir, isso pode, isso não pode. Isso é politicamente correto e viável...
Sentir é tomar decisões de acordo com julgamentos de valores próprios.
Pessoas entram e saem da nossa historia e deixam presença, sentimentos, emoções e entendimentos. Nos afetam e provocam o sentir. Cabe a nós entendê-los, processá-los, decodificá-los, valorizá-los e vivê-los.
Algumas doutrinas dizem que quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece.
Determinado grupo assume a postura, até mesmo física, de achar que esse mestre é um ser superior, um espírito, um extra terrestre, extra individuo, um ser sobrenatural, de asas, de halo, de luz e se esquecem de perceber as pessoas que estão entrando na vida deles naquele exato momento
A obsessão de que tudo serão flores quando esse mestre aparecer faz parte da crença daquele que não tem, e não quer ter, a menor responsabilidade na escolha do que viver. Não esquecendo dos que acham que tudo está escrito e que nada mais há a fazer.
E os anos passam e as pessoas entram e saem da nossa vida."
(?)
Vera Tanka