
Nem sempre sou igual no que digo e escrevo.
Mudo, mas não mudo muito.
A cor das flores não é a mesma ao sol.
Do que quando uma nuvem passa
Ou quando entra a noite
E as flores são cor de sombra.
Mas quem olha bem vê que são as mesmas flores.
Por isso quando pareço não concordar comigo,
Reparem bem em mim:
Se estava virado para a direita,
Voltei-me agora para a esquerda,
Mas sou sempre eu, assente sobre os mesmos pés,
O mesmo sempre, graças ao céu e à terra
E aos meus olhos e ouvidos atentos
E à minha clara simplicidade de alma…
(Alberto Caeiro), «O Guardador de Rebanhos, Parte XXIX
Publicado por Roxy em maio 22, 2005 06:20 PMMiúda, k se passa?
Afixado por: Golfinho em maio 22, 2005 06:46 PMQue felicidade!, sabermos que somos nós, sempre, apesar de tudo! Que bom sermos capazes de nos mantermos nós, e unidos connosco, em momentos de transcendental empatia, por vezes!
Afixado por: stingray em maio 22, 2005 06:29 PM